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Ser Pai, mais que uma Missão, um SACERDÓCIO

O dia dos Pais foi criado a partir do início do século XX, em 19 de junho de 1910, a partir da sugestão de uma Norte Americana chamada Sonora Louis Dodd, que quis homenagear seu pai, William Jackson Smart, que era um veterano da Guerra Civil Americana que, após a morte da esposa, teve que criar sozinho Sonora e os outros 05 filhos.

Já no Brasil, a data foi comemorada pela primeira vez em 1953, no dia 16 de agosto. A tentativa inicial foi associar a data ao dia de São Joaquim, Pai de Nossa Senhora, que é comemorado em 16 de agosto. No entanto, nos anos seguintes, a data também foi deslocada para um domingo, o segundo domingo do mês de agosto – e assim permanece até hoje. Agora que você já sabe a origem do “dia dos Pais”, vamos então a importância da comemoração deste dia.

De fato, devido as mudanças trazidas nos últimos tempos pelo secularismo, pelo movimento feminista e várias outras nuances, a figura Paterna dentro da sociedade moderna acabou se tornando algo “dispensável”, quase “supérfluo “e isso é uma INVERDADE cruel e porque não dizer injusta e perigosa.

Isto porque a presença masculina do Pai, desde a concepção até idade adulta é imprescindível para que a criança, seja homem ou mulher possa formar valores, ter um desenvolvimento saudável e referências a se pautar na AUTORIDADE, CONFIANÇA E INDEPENDENCIA. Diversos autores da psicologia afirmam que a ausência da figura masculina pode produzir conflitos no desenvolvimento psicológico e cognitivo da criança e acarretar distúrbios de comportamento.

Daí a importância da figura Paterna não ser somente “coadjuvante” na educação dos filhos, mas assumir, juntamente com a Mãe, a responsabilidade na educação, formação e bem estar dos Filhos.

Aí sim podemos dizer que ser Pai não é somente colaborar com a criação servindo à mulher os elementos necessários para procriar, mas muito mais que isso, assumir uma posição de “sacerdote”, compromissado com o chamado e missão de ser “Pai”.

Neste sentido, a velha cultura de que a responsabilidade pela educação e criação dos filhos caberia unicamente à Mãe caiu por terra, pois está claro que a presença e atuação do Pai é um elemento extremamente necessário para uma boa educação dos filhos.

Se você é Pai, talvez ainda não tenha percebido o tamanho da sua responsabilidade e da sua missão, mas, ainda é tempo de mudar! Vários homens na história da Igreja, alcançaram a santidade justamente exercendo esse sacerdócio lindo que é ser Pai.

São Luís Martin por exemplo, foi Pai de nove filhos, quatro dos quais falecidos quando pequenos. Ficaram cinco meninas, que ficaram sob o cuidado de Luís, já que sua Esposa Zélia morreu aos 46 anos, com um câncer de mama. A família se mudou, após a morte da mãe, para Lisieux, onde as cinco garotas entraram para a vida religiosa. A caçula se tornou a grande doutora da Igreja Santa Teresa do Menino Jesus, que tinha uma relação de imensa ternura com o seu pai, que considerava, com a mãe, “mais dignos do céu que da terra”.

Santo Agostinho foi Pai aos 17 anos de “Adeodato”. O jovem acompanhou a busca de Agostinho pela verdade, sendo considerado um rapaz inteligentíssimo pelas pessoas que conviviam com os dois e pelo próprio pai, que chegou a escrever que “a grandeza da sua mente me encheu de uma espécie de terror”.

Existem outros tantos exemplos dentro da nossa Igreja de Pais que se tornaram Santos e tiveram filhos “Santos”.

Que neste dia 08 de agosto de 2021, mais do que o seu dia, você Pai possa comemorar com seus filhos este Sacerdócio de Pai, sabendo que sua responsabilidade na educação de seus filhos transcende o ordinário comum e vai muito além daquilo que a sociedade pensa ou prega.

E não se esqueça das palavras de nosso Senhor em Atos 1,8 “mas descerá sobre vós o Espírito Santo, e vos dará força”!!

Um feliz dia dos Pais!!

Osnaldo de Almeida Santos Junior, casado, pai de três filhos, Avô do Otávio, Grupo de oração Labor, Ministério de pregação.