“Eu não vim chamar os justos, mais os pecadores.” Mt 9,11-13

“Eu não vim chamar os justos, mais os pecadores.” Mt 9,11-13

A palavra de Deus nos mostra que fomos escolhidos por Cristo, somos chamados a viver com Ele.

Mais como nós temos vivido esse chamado do Senhor?

Muitas vezes nos condenando, ou ao nosso próximo quando falamos mal do outro, quando criticamos ou colocando como se já estivéssemos condenados ao mal, a viver longe de Deus, presos nos pecados que cometemos.

Vivemos presos nos erros do passado e esquecemos que Jesus veio para a nossa Salvação, por isso nos diz na Sagrada Escritura: “Eu vim para os doentes ”, não vim para os justos mais para os pecadores. Nos somos esses doentes, esses pecadores, Ele veio por cada um de nós.

No versículo 13, do capítulo 9 do Evangelho de Mateus, nós recebemos uma ordem de Jesus; Ide e aprendei o que significa essas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício ( Os 6,6 ). Eu não vim para os justos, mas para os pecadores.

Jesus veio para você // Preparação Espiritual // Noite da Bíblia

Quantas coisas temos feito para parecermos justos; rezamos o terço, confessamos, jejuamos por obrigação, não são esses sacrifícios que Deus quer de nós como nos ensina o Catecismo 2100:

Para ser autêntico, o sacrifício exterior deve ser expressão do sacrifício espiritual: «O meu sacrifício é um espírito arrependido…» (Sl 51, 19). Os profetas da Antiga Aliança denunciaram muitas vezes os sacrifícios feitos sem participação interior (12) ou sem ligação com o amor do próximo (13). Jesus recorda a palavra do profeta Oseias: «Eu quero misericórdia e não sacrifício» (Mt 9, 13; 12, 7) (14). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na cruz, em total oblação ao amor do Pai e para nossa salvação (15). Unindo-nos ao seu sacrifício, podemos fazer da nossa vida um sacrifício a Deus.

Para experimentarmos de verdade a misericórdia, é necessário o sacrifício interior, o arrependimento verdadeiro, assim Deus vem ao nosso socorro como nos ensina Santo Agostinho : “Tu te compadecestes da terra e do pó, e quiseste reformar minhas deformidades, com um aguilhão secreto provocares em mim a inquietude, para que eu me mantivesse insatisfeito, até que te tornastes um certeza ao meu olhar interior”.

Sejamos abertos a esse aguilhão que nos conduz ao Senhor e vivamos a graça de sermos filhos amados de Deus, em todos os instantes da nossa vida nos lembrando que muito mais do que eu querer andar com Jesus, o próprio Jesus quer caminhar conosco.

Deus nos abençoe e o Espirito Santo nos conduza.

Greiton Muniz Pena – G.O Nova Jerusalém – RCC Goiânia